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Artigo "Professor do

Um professor do rádio feirense e o aluno que também se tornou professor

Por Valdomiro Silva

05/06/2024 19h11
Por: Ana Meire Fonte: Conectado News
Foto redes sociais
Foto redes sociais


Uma amiga jornalista muito querida, Madalena de Jesus, me provocou em grupo de profissionais de imprensa agora à noite se eu conhecia o "Professor do Amor". A pergunta   me fez lembrar de como eu conheci este gênio do rádio feirense. E foi assim:
Conheço Demais. Meu estágio na Sociedade, antes do Feira Hoje, era à noite. Meu irmão era operador do programa "Musical Dentro da Noite", apresentado por Antônio Carlos.
Eu saia no fim de tarde direto do Estadual, onde cursava Redação, para a rádio. Aguardava alguns minutos pela chegada do meu monitor, um certo Zadir Marques Porto. Zamar fazia durante a noite a produção   do "Antena Pioneira", apresentado por Dilson Barbosa, das 7 às 8 da manhã. 
Meu irmão conseguiu este estágio com  Zadir, que gostava muito dele e aceitou que eu, um rapaz prestes a completar 18 anos, viesse de Serrinha para aprender com o veterano radialista e jornalista.
Então, quando Zadir ia embora, eu precisava continuar na rádio, esperando meu irmão terminar o trabalho. 
Eu gostava, pois era divertido ouvir,  dentro do estúdio, o programa inteiro apresentado pelo genial Antônio Carlos, das 21 à 0h.
Em suas folgas, às segundas-feiras, o "Professor do Amor" era substituído por um futuroso rapaz, de 20 e poucos anos, chamado Dilton Coutinho.
Então, ao final do grande sucesso do fim de noite no rádio feirense àquela época, meu irmão conduzia a "Monareta" que o colega dele Rogério Santana, também em início de carreira, deixava na emissora toda tarde. 
Eu ia na garupa daquela espécie de velocípede da Monark. Percorríamos o anel de contorno a partir do Portal do Sertão, acesso à 324, até os transmissores da rádio, na Lagoa Salgada (lá, bem atrás, muito atrás do Motel Hollywood).
Ali, havia três residências. Uma maior, onde morava dona Milu (quem conhece a história da Sociedade sabe quem foi esta personagem), mais duas casas menores. 
Uma delas era ocupada por ninguém menos que o hoje famoso locutor Tanúrio Brito. A outra, o jovem operador e agora um dos mais consagrados profissionais do rádio na Região do Sisal, o radialista José Ribeiro, o irmão que tanto cito nessa história.
Vivi naquele delicioso e importante "fim de mundo", um bairro que mais parecia uma floresta, por algum tempo, logo na minha chegada a esta querida cidade. Estamos falando de 1982.
Me orgulho de ter retornado pouco mais de uma década depois aquele gigantesco complexo de comunicação nos Capuchinhos para assumir o posto de diretor de jornalismo, registro assinado pelo comandante Frei Orlando Bittencourt, que carrego em minha Carteira de Trabalho com muita, muita honra.

 

Por Valdomiro Silva, Jornalista e radialista

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