Por Luiz Santos e Hely Beltrão
Em entrevista ao Conectado News no domingo (2), Rômulo Caribé Pereira, vice presidente do Conselho Fiscal do Fluminense de Feira, detalhou a situação em que o clube se encontra por causa de uma dívida trabalhista, no valor de R$ 3 milhões de reais. Segundo ele, a situação se agravou após a Justiça recusar um acordo inicial que estabelecia o prazo de 120 meses para pagamento do débito, mas, por conta do descumprimento de acordos anteriores, reduziu o prazo para 25 meses, o que não está sendo aceito pela SAF (Sociedade Anônima de Futebol) e que a alternativa seria a venda do CT (Centro de Treinamento).
Ao Conectado News nesta segunda (3) após grande repercussão da reportagem, o ex-presidente do clube, o advogado Hercules Oliveira, afirmou que vender o patrimônio não está em jogo e que pode usar mecanismos técnicos e jurídicos para impedir o que chamou de usurpação do patrimônio do clube.
"Vender o patrimônio não está em jogo, porque quando fizemos a SAF, o patrimônio do Fluminense está de fora, se alguém disser que o patrimônio está incluso, está faltando com a verdade. Tenham certeza de uma coisa: o clube é viável, penso que administrado pela SAF é o melhor caminho, mas não se pode colocar em cheque a venda do nosso patrimônio a beira do Rio Jacuípe e o CT, estaremos dispostos a usar as energias possíveis à disposição, sejam técnicas ou jurídicas, para impedir a usurpação do nosso patrimônio, estamos muito tranquilos sobre isso, e aqueles que tentarem invadir o patrimônio do Fluminense de Feira terão a minha oposição, tenho certeza que conto com apoio de uma grande parte da diretoria e da torcida, inclusive para romper o contrato e fazer uma nova intervenção para termos forças para retomar o clube para aquilo que sempre foi, que é pertencer a Feira de Santana".
Questionamos ao ex-presidente como seria feito todo o trâmite, uma vez que há uma data prevista pela Justiça para pagamento do débito e a falta de dinheiro em caixa para cumprir a ordem judicial. Segundo ele, pode-se vender a parte da frente do CT, que está avaliado em aproximadamente R$ 8 milhões de reais, tendo feita tal proposta no passado, mas nunca foi aceita. Hercules defendeu também que a SAF precisa ser reavaliada e se preciso romper o contrato e seguir outros caminhos.
"Poderia ser vendida a parte da frente do CT, que tem um valor aproximado de R$ 8 milhões de reais, pagaria a divida, sobraria dinheiro e o restante do imóvel para o clube. Eu já tinha feito essa proposta no passado, mas, nunca aceitaram. Ela era viável e continua sendo. A área da frente do CT dá para construir uns vinte galpões, é super valorizado, inclusive com incentivos para que indústrias se instalem no CIS NORTE. Tem que ter vontade politica também para solucionar o problema que é grave e antigo. Estamos prestes a iniciar o campeonato da segunda, esse tema causa desgastes e desconforto para a formação de um elenco competitivo. A SAF precisa ser reavaliada com Urgência, se preciso, acabar com ela e trilharmos outros caminhos".
Sobre a data fixada para pagamento da dívida, Hercules afirmou que existem mecanismos jurídicos para suspender o leilão e ganhar tempo a fim de conseguir o dinheiro para quitar as dívidas.
"Existem recursos jurídicos para suspender o leilão é só maneja-los para ganhar tempo e negociar parte do patrimônio de forma pública e transparente. Existiam diversas empresas interessadas naquela área é retomar as tratativas. Outra coisa, podem estar querendo vender dificuldade para obtenção de facilidades imorais. Não vamos aceitar", concluiu.
Entramos em contato com o presidente do clube, o empresário Zé Chico, que nos informou estar viajando, mas garantiu que em seu retorno na próxima quarta, prestará maiores esclarecimentos.
Mín. 18° Máx. 29°
Mín. 18° Máx. 27°
Chuvas esparsasMín. 17° Máx. 29°
Chuvas esparsas