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“Poderemos intervir técnica ou juridicamente para impedir a usurpação do patrimônio do Fluminense de Feira”, diz ex-presidente do clube após notícia da possível venda do CT para pagamento de dívida trabalhista

Feira de Santana

03/03/2025 10h20 Atualizada há 6 meses
Por: Hely Beltrão Fonte: Conectado News
Divulgação
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Por Luiz Santos e Hely Beltrão

Em entrevista ao Conectado News no domingo (2), Rômulo Caribé Pereira, vice presidente do Conselho Fiscal do Fluminense de Feira, detalhou a situação em que o clube se encontra por causa de uma dívida trabalhista, no valor de R$ 3 milhões de reais. Segundo ele, a situação se agravou após a Justiça recusar um acordo inicial que estabelecia o prazo de 120 meses para pagamento do débito, mas, por conta do descumprimento de acordos anteriores, reduziu o prazo para 25 meses, o que não está sendo aceito pela SAF (Sociedade Anônima de Futebol) e que a alternativa seria a venda do CT (Centro de Treinamento).

Ao Conectado News nesta segunda (3) após grande repercussão da reportagem, o ex-presidente do clube, o advogado Hercules Oliveira, afirmou que vender o patrimônio não está em jogo e que pode usar mecanismos técnicos e jurídicos para impedir o que chamou de usurpação do patrimônio do clube.

"Vender o patrimônio não está em jogo, porque quando fizemos a SAF, o patrimônio do Fluminense está de fora, se alguém disser que o patrimônio está incluso, está faltando com a verdade. Tenham certeza de uma coisa: o clube é viável, penso que administrado pela SAF é o melhor caminho, mas não se pode colocar em cheque a venda do nosso patrimônio a beira do Rio Jacuípe e o CT, estaremos dispostos a usar as energias possíveis à disposição, sejam técnicas ou jurídicas, para impedir a usurpação do nosso patrimônio, estamos muito tranquilos sobre isso, e aqueles que tentarem invadir o patrimônio do Fluminense de Feira terão a minha oposição, tenho certeza que conto com apoio de uma grande parte da diretoria e da torcida, inclusive para romper o contrato e fazer uma nova intervenção para termos forças para retomar o clube para aquilo que sempre foi, que é pertencer a Feira de Santana".

Questionamos ao ex-presidente como seria feito todo o trâmite, uma vez que há uma data prevista pela Justiça para pagamento do débito e a falta de dinheiro em caixa para cumprir a ordem judicial. Segundo ele, pode-se vender a parte da frente do CT, que está avaliado em aproximadamente R$ 8 milhões de reais, tendo feita tal proposta no passado, mas nunca foi aceita. Hercules defendeu também que a SAF precisa ser reavaliada e se preciso romper o contrato e seguir outros caminhos.

"Poderia ser vendida a parte da frente do CT, que tem um valor aproximado de R$ 8 milhões de reais, pagaria a divida, sobraria dinheiro e o restante do imóvel para o clube. Eu já tinha feito essa proposta no passado, mas, nunca aceitaram. Ela era viável e continua sendo. A área da frente do CT dá para construir uns vinte galpões, é super valorizado, inclusive com incentivos para que indústrias se instalem no CIS NORTE. Tem que ter vontade politica também para solucionar o problema que é grave e antigo. Estamos prestes a iniciar o campeonato da segunda, esse tema causa desgastes e desconforto para a formação de um elenco competitivo. A SAF precisa ser reavaliada com Urgência, se preciso, acabar com ela e trilharmos outros caminhos".

Sobre a data fixada para pagamento da dívida, Hercules afirmou que existem mecanismos jurídicos para suspender o leilão e ganhar tempo a fim de conseguir o dinheiro para quitar as dívidas. 

"Existem recursos jurídicos para suspender o leilão é só maneja-los para ganhar tempo e negociar parte do patrimônio de forma pública e transparente. Existiam diversas empresas interessadas naquela área é retomar as tratativas. Outra coisa, podem estar querendo vender dificuldade para obtenção de facilidades imorais. Não vamos aceitar", concluiu.

Entramos em contato com o presidente do clube, o empresário Zé Chico, que nos informou estar viajando, mas garantiu que em seu retorno na próxima quarta, prestará maiores esclarecimentos.

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José Carlos da Silva Há 6 meses Feira de Santana/BaUma SAF medíocre de quinta categoria que não tem lastro financeiro para arcar com uma dívida que já conheciam parcelada em 25 vezes. Deveriam ter procurado parceiros que tivesse bala na agulha como fez o Bahia, Botafogo e Bragantino.
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