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Feira de Santana Exportações baianas

Presidente do Centro das Indústrias de Feira de Santana alerta para impactos do aumento de tarifas dos EUA nas exportações baianas

Feira de Santana, que possui um polo industrial expressivo, também pode sentir os efeitos da medida.

11/07/2025 10h22
Por: Mayara Naylanne
Crédito: Divulgação
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O recente anúncio do chamado “tarifaço” por parte do presidente dos Estados Unidos, que prevê o aumento das tarifas sobre produtos brasileiros de 10% para 50% a partir de 1º de agosto, gerou forte preocupação entre empresários do setor industrial. Em entrevista ao site Conectado News, o presidente do Centro das Indústrias de Feira de Santana, Antônio Geraldo Moraes Pires, avaliou que a medida pode trazer consequências graves para a competitividade da indústria brasileira e baiana.

Segundo ele, o impacto será direto sobre a economia local, uma vez que os Estados Unidos são um dos principais parceiros comerciais da Bahia. “Para se ter uma ideia, em 2024, a balança comercial de bens já registrava um déficit de 882 milhões de dólares, e só no primeiro semestre de 2025 esse número já atinge 1,7 bilhão, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI)”, afirmou Geraldo.

Foto: Divulgação 

Feira de Santana, que possui um polo industrial expressivo, também pode sentir os efeitos da medida. “Exportamos produtos como sucos, frutas, manteiga de cacau, café e pneus. Com esse aumento de tarifas, perdemos competitividade e há o risco real de desemprego, já que a indústria não conseguirá arcar com os novos custos”, explicou.

Geraldo ainda lembrou que, enquanto as tarifas sobre produtos brasileiros aumentam, países como a Argentina têm conseguido reduções, o que pode levar o mercado norte-americano a buscar alternativas fora do Brasil.

“A CNI, através do presidente Ricardo Albano, já demonstrou preocupação com os efeitos na geração de empregos e no crescimento econômico. Ele defende que esse impasse seja resolvido com equilíbrio e diálogo técnico, sem contaminação política, pois os efeitos são práticos e imediatos”, destacou.

Questionado sobre possíveis medidas locais, o presidente do Centro das Indústrias afirmou que, embora a decisão seja de âmbito internacional, os empresários já discutem formas de se adaptar ao cenário. “A notícia pegou todos de surpresa. A solução, infelizmente, não está em nossas mãos, mas confiamos que a CNI, que já está mobilizada em Brasília, possa interceder junto ao governo federal para tentar reverter ou mitigar os efeitos dessa medida”, completou.

Com informações: Luiz Santos 

Por: Mayara Nailanne 

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