A intervenção da Prefeitura de Feira de Santana na Lagoa Grande, localizada na comunidade quilombola de Maria Quitéria, tem gerado divergências entre moradores e ambientalistas. Enquanto parte da população vê a ação como necessária para a preservação do espaço, outros temem que as medidas possam resultar em destruição ambiental.
De acordo com o superintendente João Vianney, a iniciativa não se trata de uma intervenção no corpo hídrico, mas de uma limpeza na faixa que margeia a estrada vicinal da lagoa. O objetivo inicial é coibir o despejo de entulho e lixo no local. “Não estamos falando de vegetação nativa sendo destruída. O trabalho é de limpeza da área marginal à via, evitando novas ocupações e lançamentos de resíduos”, afirmou.
No último sábado, representantes da Prefeitura estiveram no local, entre eles o prefeito, os secretários Justiniano França (Serviços Públicos) e Silvanei Farias (Planejamento), além da comunidade. Segundo Vianney, a visita serviu para alinhar as primeiras ações e ouvir as demandas dos moradores.
A proposta, segundo ele, prevê a preservação do espelho d’água e a requalificação do espaço com a introdução de vegetação nativa e árvores frutíferas, para atrair animais silvestres e pássaros. “É um projeto pensado para revitalizar e garantir a preservação. A primeira etapa é impedir o avanço do entulho e das ocupações irregulares”, explicou.
Questionado sobre o licenciamento ambiental, o superintendente afirmou que não se trata de uma intervenção direta na lagoa, mas de uma supressão vegetal em área marginal, já discutida com a Secretaria de Meio Ambiente e em fase de publicação.
Ele garantiu ainda que o projeto final será elaborado em diálogo com a comunidade quilombola e respeitando a legislação ambiental. “Qualquer requalificação será discutida com a população. O que se busca é preservar e dar condições de manutenção da lagoa”, disse.
Sobre eventuais desapropriações, Vianney explicou que elas só ocorrerão em áreas com posse formal, conforme a legislação. “Onde houver propriedade ou posse legal, o município tomará as medidas necessárias, incluindo desapropriações quando for o caso. Mas há áreas de preservação que já são de uso restrito por lei”, esclareceu.
Com informações: Luiz Santos
Por: Mayara Nailanne
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