O governador do estado da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou na terça-feira (13) o retorno às aulas da rede Estadual de Ensino para o dia 26 de julho em formato híbrido. O Sindicato dos professores da Bahia ( APLB) é contra a decisão.Disse em entrevista ao Conectado News.
De acordo com a presidente do APLB, professora Marlede Oliveira, a categoria só retornará às atividades após a imunização de todos os profissionais.
“Nós estamos resistindo pois os funcionários só tomaram a 1º dose da vacina e muitas escolas estão de forma precária. Como o professor vai voltar sem tomar a vacina? A maioria das escolas tem mais de 1000 alunos. Não vamos expor os professores para morrer”, afirma Marlede.
Marlede acrescenta que na sexta-feira (16) a categoria se reunirá em toda Bahia para dizer que só voltará após a 2º dose da vacina.
“Educação virou mercadoria no Brasil, educação não é mercadoria. Estão preocupados com os donos de escalas. Não somos empregados do governador, somos professores concursados”, destaca.
Enquanto as rede particular de ensino deu continuadas às aulas de forma remota, a rede pública permaneceu sem aula por mais de um ano, isso escancara uma desigualdade no ensino básico do país. “Quem não deu celular a criança, computador,internet, e energia para fazer as atividades foi o governo, não foi o professor. Temos uma sociedade de exclusão”, relata Oliveira.
O retorno das aulas de forma semipresencial na rede privada, também foi autorizada pelo governo do Estado e prefeitura, porém 92% dos professores foram contra a essa decisão.
Luiz Santos e Engledhy Braga
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