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Educação Não vamos

"Não vamos expor os professores para morrer”,afirma Marlede Oliveira

Presidente do APLB, professora Marlede Oliveira

14/07/2021 10h13 Atualizada há 4 anos
Por: Ana Meire Fonte: Conectado News
Foto Divulgação
Foto Divulgação

 

 O  governador do estado da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou na terça-feira (13) o retorno às aulas da rede Estadual de Ensino para o dia 26 de julho em formato híbrido. O Sindicato dos professores da Bahia ( APLB) é contra a decisão.Disse em entrevista ao Conectado News.

De acordo com a presidente do APLB, professora Marlede Oliveira, a categoria só retornará às atividades após a imunização de todos os profissionais. 

“Nós estamos resistindo pois os funcionários só tomaram a 1º dose da vacina e muitas escolas estão de forma precária. Como o professor vai voltar sem tomar a vacina? A maioria das escolas tem mais de 1000 alunos. Não vamos expor os professores para morrer”, afirma Marlede.

Marlede acrescenta que na sexta-feira (16) a categoria se reunirá em toda Bahia para dizer que só voltará após a 2º dose da vacina. 

“Educação virou mercadoria no Brasil, educação não é mercadoria. Estão preocupados com os donos de escalas. Não somos empregados do governador, somos professores concursados”, destaca. 

Enquanto as rede particular de ensino deu continuadas às aulas de forma remota, a rede pública permaneceu sem aula por mais de um ano, isso escancara uma desigualdade no ensino básico do país. “Quem não deu celular a criança, computador,internet, e energia para fazer as atividades foi o governo, não foi o professor. Temos uma sociedade de exclusão”, relata Oliveira.

O retorno das aulas de forma semipresencial na rede privada, também foi autorizada pelo governo do Estado e prefeitura, porém 92% dos professores foram contra a essa decisão.

 

Luiz Santos e Engledhy Braga

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Iago SantosHá 4 anos FEIRA DE SANTANAÉ cômico ouvir essa senhora falar de busca por igualdade e educação para todos, visto clara recusa de proporcionar tal direito. Os professores já tomaram a primeira dose, além de terem tido sua segunda dose abreviada, sou um exemplo disso. Certamente, por proteção própria e garantia salarial não há real esforço para voltar ao trabalho. É muito fácil falar de sacrifício, quando quem vai à guilhotina é outro, se sacrificar não sofrendo dano é o melhor dos mundos.
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