Escolas particulares de Feira de Santana estão mobilizadas em defesa ao não retorno das aulas presenciais na próxima segunda-feira (19),autorizada pela Prefeitura. De acordo com associações representativas do segmento, conversas têm sido mantidas com a prefeitura para se definir uma nova data de retomada.
Segundo o diretor financeiro do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia, ( Sinepe-Ba), professor Jorge Tadeu Coelho, essa autorização da prefeitura de Feira é absurda. “Estamos em período de pandemia com indicadores preocupantes. Tivemos uma assembleia na noite de ontem (12) e 92% dos professores decidiram pelo não retorno das aulas presenciais”, disse.
Jorge afirma que os representantes não sentaram com a categoria para decidir esse retorno, sem contar que o próprio decreto do prefeito não estabeleceu decretos para um retorno seguro. “Não se sentem na mesa apenas com o patronal não, mas também com os professores que também fazem parte desse processo.
Eu não estava me programando para voltar agora, eu estava preparado para voltar em setembro. Muitas escolas ainda não estão preparadas para esse retorno híbrido”, afirma.
De acordo com a prefeitura, as aulas poderão ser realizadas em formato híbrido, com aulas presenciais e aulas online. As escolas devem seguir protocolos sanitários de segurança estabelecidos no decreto, como o uso obrigatório de máscaras (funcionários e alunos); utilização de termômetros digitais com infravermelhos para aferir temperatura no acesso às salas de aula; controle do número de pessoas dentro das unidades. Mas, de acordo com Jorge, o retorno presencial só acontecerá após a imunização completa dos profissionais da educação. “A rede privada não parou em nenhum momento, as aulas continuaram de forma remota desde do início da pandemia”, concluiu o professor.
Luiz Santos e Engledhy Braga
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