A Ronda Maria da Penha realizou, nesta semana, uma ação especial no centro de Feira de Santana para reforçar a conscientização sobre a importância da denúncia e do enfrentamento à violência contra a mulher. A atividade contou com a instalação da Tenda Lilás e blitz educativas em pontos estratégicos da cidade, como as avenidas Senhor dos Passos, Marechal Deodoro e Getúlio Vargas.
De acordo com a capitã Nina, responsável pela unidade, as ações são intensificadas no mês de agosto, em alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha, mas o trabalho da Ronda acontece durante todo o ano, de janeiro a dezembro, com foco na fiscalização de medidas protetivas e no atendimento a mulheres vítimas de violência.
“Todas as ações da Ronda Maria da Penha estão alinhadas com o planejamento estratégico da Polícia Militar da Bahia, que prioriza uma polícia de aproximação e de proteção à comunidade. O comandante da Região Leste, coronel PM Mila, é um grande entusiasta do enfrentamento à violência contra a mulher, apoiando diretamente nossas iniciativas”, destacou a capitã.
Além das orientações prestadas à população, policiais caracterizados com maquiagens simulando lesões circularam pelo centro da cidade, a fim de causar impacto e sensibilizar a sociedade para a gravidade do problema.
Tipos de violência previstos na lei
A capitã lembrou que a violência contra a mulher não se restringe apenas à agressão física. A Lei Maria da Penha prevê cinco tipos de violência: psicológica, patrimonial, sexual, moral e física.
Em qualquer um desses casos, a vítima pode e deve denunciar.
Atualmente, a Ronda Maria da Penha em Feira de Santana conta com 20 policiais militares no efetivo. O trabalho começa quando a vítima solicita medida protetiva de urgência. Caso deferida pelo juiz, a unidade passa a acompanhar a mulher, fiscalizando o cumprimento da decisão judicial.
Se o agressor descumprir a medida, pode ser preso em flagrante ou ter a prisão preventiva decretada.
Canais de denúncia
A Polícia Militar reforça que, em situações de emergência, a população deve ligar para o 190, acionando a viatura mais próxima. Já para denúncias anônimas de violência contra a mulher, o contato é o 180.
“É muito importante que as mulheres e toda a sociedade entendam que denunciar é um ato de proteção e de vida. Muitas vezes, informações repassadas ajudam a salvar mulheres de situações ainda mais graves”, concluiu a capitã.
Reportagem: Ricardo Lima
Por: Mayara Nailanne
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