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Saúde Covid

Pesquisa aponta os impactos da Covid no cérebro

Pesquisa inédita sobre os efeitos da ‘Covid longa’ no cérebro

14/05/2022 06h56 Atualizada há 1 semana
Por: Ana Meire Fonte: Conectado News
Foto capa:SHUBHANGI GANESHRAO KENE/Getty Images
Foto capa:SHUBHANGI GANESHRAO KENE/Getty Images

O Globo Repórter de sexta-feira (13) embarcou em uma viagem pelas novas descobertas sobre a memória e revelou uma pesquisa inédita sobre os efeitos da ‘Covid longa’ no cérebro.

O estudo — feito na Rede Sarah com 614 pacientes que tiveram a doença — mostrou sequelas desconhecidas da Covid, como deficiências na concentração, atenção e fluência verbal, e em todos os participantes foi constatado algum grau de perda de memória.

Foi registrado ainda aumento nos níveis de ansiedade e depressão. A média de idade dos pacientes com esses problemas é de 47,6 anos, e a maioria é de mulheres. A pesquisa relatou também que as sequelas afetam tanto quem teve Covid grave quanto os casos leves, e podem durar mais de um ano.

Jornalista é uma das pacientes da pesquisa — Foto: Globo Repórter

O programa contou o caso da jornalista de 31 anos que lia dez livros por mês e passou a não se lembrar de mais nada ao virar uma página, e o do gerente de RH que saía de casa para trabalhar e esquecia para onde estava indo.

Os dois passaram por tratamentos na Rede Sarah. Os programas de reabilitação incluem estimulação neuropsicológica e da capacidade cognitiva.

O dom da memória

O Globo Repórter também investigou os mistérios da boa memória, que em algumas profissões pode garantir o sucesso e até um ganho a mais. O garçom Paulo Gonçalves que o diga. Entre bandejas, pratos e copos, ele descobriu que tinha o dom da lembrança: atende várias mesas, não anota nada e nunca confunde os pedidos. Os clientes ficam impressionados.

Garçom não precisa anotar pedidos para atender clientes — Foto: Globo Repórter

Quem também revelou seus segredos para ter uma boa memória foi o ator Antonio Fagundes, que já fez mais de 30 novelas. Segundo ele, é necessário “deletar” algumas informações. “Você tem que apagar. Eu entendo que a gente tem um HD no cérebro e ele deve ter um limite”.

O ator é conhecido pela capacidade de decorar textos que ele prefere receber minutos antes de gravar.

Antonio Fagundes consegue decorar longos textos em poucos minutos — Foto: Globo Repórter

“Dou uma lida nas cenas para saber do que se trata, aonde vai. Se percebo que a cena é relativamente fácil, deixo para decorar na hora da gravação. Se tem uma fala de duas páginas, uma coisa maior, dou mais umas duas ou três lidas para me localizar melhor. Mas isso leva cinco, dez minutos”, contou Fagundes.

Já no teatro é diferente. Apesar de repetir o mesmo texto toda noite, o ator diz que precisa se aprofundar. "Esqueça a decoreba", brincou.

Idosos com supermemória

O programa mostrou ainda os idosos que passaram dos 80 anos e mantêm uma memória extraordinária. É o caso da psicóloga Leniza Castelo Branco, de 85 anos, que ainda trabalha. Ela está sendo estudada por neurologistas que buscam formas de combater o Alzheimer.

Aos 85 anos, psicóloga conta a rotina para manter a boa memória — Foto: Globo Repórter

Outra cabeça invejável é a do Seu Valdemiro Francisco, de 74 anos, que é taxista em São Paulo há mais de duas décadas e sabe de cor os caminhos da cidade. Ele também está fazendo parte de uma pesquisa, que tem como objetivo testar o quanto atividades físicas, como o pilates, podem melhorar a memória e as reações ao dirigir.

Taxista não precisa de GPS para circular pelas mais de 50 mil ruas de São Paulo — Foto: Globo Repórter

Meditação ajuda no foco

O Globo Repórter também acompanhou crianças de uma escola pública da Zona Leste de São Paulo que resolveu investir em meditação. A teoria, que na prática vem dando bons resultados, é que a meditação ajuda os alunos a ter mais atenção na sala de aula, a focar naquilo que está sendo ensinado, a lidar com as emoções e a manter o equilíbrio emocional.

Escola pública de São Paulo ensina alunos a meditar — Foto: Globo Repórter

O programa mostrou ainda a importância da memória corporal e espacial dos bailarinos, que em um único espetáculo executam mais de cinco mil passos.

“O corpo tem memória afetiva, rítmica, memória do caminho dele para chegar a um movimento”, afirmou a bailarina Deborah Colker.

Globo Repórter mostra a memória dos bailarinos — Foto: Globo RepórterFonte  G1

Fotos Globo Repórter 

 

 

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