Segunda, 17 de Janeiro de 2022
(75) 99168-0053
Dólar comercial R$ 5,53 0%
Euro R$ 6,31 -0.001%
Peso Argentino R$ 0,05 +0.052%
Bitcoin R$ 250.986, -0.851%
Bovespa 106.966,27 pontos +1.36%
Economia Inflação

"A projeção para 2022 é de alta da inflação", diz especialista

Professora mestra em Economia do Desenvolvimento, Viviane Freitas

13/01/2022 08h01 Atualizada há 3 dias
Por: Ana Meire Fonte: Conectado News
Foto Arquivo pessoal
Foto Arquivo pessoal

Os gastos com transporte, alimentação e habitação pesaram no bolso dos brasileiros em 2021. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses encerrou em 10,06%, maior taxa de inflação do país desde 2015, quando foi registrado 10,71%.

Leia mais:  https://www.conectadonews.com.br/noticia/15829/indice-de-precos-ao-consumidor-encerra-2021-com-resultado-acima-da-meta

Conforme a professora mestra em Economia do Desenvolvimento, Viviane Freitas, a projeção para 2022 é de alta da inflação. “O aumento da inflação impacta todos nós, mas principalmente os trabalhadores assalariados, porque o custo de vida fica muito mais caro. Esses 10,06% explica o aumento dos preços durante o ano de 2021 inteiro, mas também sinaliza que para este ano de 2022, no qual os preços tendem a continuar aumentando”, afirmou. 

Fatores como instabilidade política, aumento da demanda e declínio da oferta contribuíram para a alta da inflação. “Durante a pandemia a produção caiu e a demanda aumentou, a inflação no mundo é justificada por isso. Mas aqui no Brasil, temos uma crise política, econômica e sanitária que não se resolve. O que acontece também é que nossos principais produtos são voltados para o mercado internacional que são taxados em dólar e a nossa moeda está se desvalorizando”, explicou a professora. 

O grupo Transportes teve o maior peso no resultado do ano de 2021 (21,03%), seguido por Habitação (13,05%), Alimentação e bebidas (7,94%). No grupo Transporte e Habitação o que mais pesou foi o combustível e o gás de cozinha respectivamente, o preço desses itens tem a sua base produtiva intimamente atrelada ao dólar. 

“O preço do combustível e do gás de cozinha são majoritariamente controlados pelo Estado, como a regra de preços não vai mudar e há uma demanda internacional muito grande, a tendência é a permanência do aumento dos custos”, acrescentou Viviane. 

Para concluir, a professora de economia declarou que o Estado precisa criar políticas econômicas para tornar os preços mais acessíveis e mudar a regra da formação dos preços dos combustíveis que está atrelado ao movimento do dólar. “Uma inflação tão alta como estamos tendo agora impacta diretamente na vida das pessoas principalmente do trabalhador mais pobre, se o Estado, que é o responsável, não fazer algo para mudar, por exemplo, o preço do combustível e do gás de cozinha, teremos valores cada vez mais elevados e as famílias vão passar necessidade”, concluiu.

 

Ouça a entrevista com a professora mestra em Economia do Desenvolvimento, Viviane Freitas

Reportagem Engledy Braga

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.