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Economia Serviços

Setor de serviços cresce pelo 5º mês consecutivo, diz pesquisa

Segundo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

14/10/2021 09h47
Por: Ana Meire Fonte: Conectado News
Foto PIXABAY
Foto PIXABAY

O volume de serviços cresceu 0,5% na passagem de julho para agosto. Trata-se da quinta alta consecutiva do setor, que representa cerca de 70% de toda a produção da economia brasileira, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com a sequência de avanços, o segmento atingiu o maior patamar desde novembro de 2015 e agora figura 4,6% acima do nível pré-pandemia. Ainda assim, o setor segue 7,1% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014.

Nos últimos 12 meses finalizados em agosto, o crescimento do setor apurado é de 5,1%, o que mantém a trajetória de alta iniciada em fevereiro e corresponde à taxa mais intensa da série histórica da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), que teve início em dezembro de 2012.

Rodrigo Lobo, gerente responsável pela pesquisa, aponta que a trajetória de recuperação do setor é motivada pelo avanço da campanha de vacinação e pelo aumento da mobilidade das pessoas.

"Desde junho do ano passado, o setor acumula 14 taxas positivas e somente uma negativa, registrada em março, quando algumas atividades consideradas não essenciais foram fechadas por determinação de governos locais em meio ao avanço da segunda onda do coronavírus", explica ele.

O quinto avanço consecutivo do setor de serviços foi impulsionado por quatro das cinco atividades pesquisadas, com destaque para informação e comunicação (1,2%) e transportes (1,1%), após resultados negativos em julho.

Já os serviços prestados às famílias avançaram 4,1% em agosto, quinta taxa positiva desde abril, acumulando crescimento de 50,5% no período. O avanço é novamente guiado pelo segmento de alojamento e alimentação, como os hotéis e restaurantes.

Apesar da série positiva, os serviços prestados às famílias ainda operam em patamar 17,4% abaixo do verificado em fevereiro de 2020, último mês sem medidas restritivas para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

Com o menor impacto no índice, outros serviços cresceram 1,5% e eliminaram o recuo apurado em julho. Para Lobo, a atividade foi impulsionada pelos serviços financeiros auxiliares e, em menor medida, pelos serviços de pós-colheita correlacionados à agropecuária. "Uma vez que é feita a colheita, há um conjunto de serviços que são utilizados nesse processo agrícola”, explica ele.

Por outro lado, os serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 0,4% em agosto, depois de três taxas positivas seguidas. Com o resultado negativo, o setor voltou a figurar 0,2% abaixo do patamar pré-pandemia, se juntando aos serviços prestados às famílias.

 

Fonte R7

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